A baía do Funchal, local de implantação do cais regional, foi onde desembarcaram os turistas que visitavam a ilha da Madeira, até aos anos sessenta do séc. XX, época da construção do aeroporto de Santa Catarina. Ainda a bordo dos navios que os transportavam, os turistas tinham a primeira imagem da cidade: “É uma cidade pitoresca, belamente situada numa espécie de vasto anfiteatro, os cumes cobertos com árvores e os lados com vilas, jardins e pomares. As casas aproximam-se umas das outras gradualmente, formam elas próprias ruas e descem até ao nível do mar, onde o ilhéu, a casa do Governador, as linhas das casas, a torre de sinalização, a alfândega e a praia negra formam um belo contraste com o azul profundo da arena ou mar.”
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A baía do Funchal, local de implantação do cais regional, foi onde desembarcaram os turistas que visitavam a ilha da Madeira, até aos anos sessenta do séc. XX, época da construção do aeroporto de Santa Catarina. Ainda a bordo dos navios que os transportavam, os turistas tinham a primeira imagem da cidade: “É uma cidade pitoresca, belamente situada numa espécie de vasto anfiteatro, os cumes cobertos com árvores e os lados com vilas, jardins e pomares. As casas aproximam-se umas das outras gradualmente, formam elas próprias ruas e descem até ao nível do mar, onde o ilhéu, a casa do Governador, as linhas das casas, a torre de sinalização, a alfândega e a praia negra formam um belo contraste com o azul profundo da arena ou mar.”1
Antes da construção do cais, o desembarque era realizado com recurso a pequenos botes que iam buscar os passageiros aos navios de ligação e os transportavam até à praia de calhau, possuindo “Este mar uma ressaca tão forte que não pode haver desembarque na cidade do Funchal, a não ser que se aproveite o movimento da vaga até se atingir o calhau; (…).”2 Após a construção do cais, finalizada nos anos noventa do séc. XIX, “barcos a remos, transferem os passageiros para o pequeno cais de pedra”3.“(…). A (…) lancha aproxima-se do cais e vem para amarar perto dos degraus de pedra. (…). O cortejo começa lentamente, em direcção à avenida de plátanos. (…).
Há outros dias em que a Madeira fervilha com o movimento de vapores. Três ou quatro grandes paquetes estão ancorados ao mesmo tempo com meia dúzia de pequenos barcos cargueiros a fazerem-lhes companhia.”4
1 Tradução livre. A. Samler Brown, "Brown’s Madeira Islands and Azores. A practical guide for the use of tourists and invalids with twenty-two coloured maps and plans and numerous sectional and other diagrams", London, Simpkin, Marshall, Ltd, 1932, pp. h14 - h15.
2 Tradução livre. Hans Sloane, in António Aragão, “A Madeira Vista por Estrangeiros 1455-1700”, Funchal, drac, 1981, p. 149.
3 Tradução livre. S.A., "Holiday Tours in Portugal and Madeira". Illustrated Guide, Liverpool, The Booth Steamship Company, 1905, p. 50.
4 Tradução livre. W. H. Koebel, Madeira: Old and New. Illustrated with photographs by Miss Mildred Cossart, London, Francis Griffiths, 1909, p. 93.