A baía onde viria a desenvolver-se a cidade do Funchal beneficiou desde o início de excelentes condições climatéricas, de solos férteis cobertos por uma densa floresta subtropical, de grande quantidade de água doce proveniente de três ribeiras e de uma porção de terra junto ao mar com um declive relativamente suave, propícia à instalação dos primeiros habitantes.
A diversidade da orografia da cidade, rica em acontecimentos, dificulta os acessos, mas ao mesmo tempo cria surpreendentes vistas, locais de abrigo e de defesa, ou espaços intimistas, em subtis cambiantes de clima, culminando nas condições ideais para o crescimento de surpreendentes e luxuriantes jardins.
Marcam a história e o património da urbe ao longo dos séculos, a influência da cultura portuguesa e europeia, desde o manuelino ao barroco e à arquitectura moderna, com algumas particularidades, como a multiplicidade de tectos na técnica de alfarge, em cedro da ilha, o rico espólio de pintura flamenga, derivado das trocas comerciais com a flandres, as quintas com as suas grandes áreas de jardim de influência inglesa, onde imperam as espécies indígenas e as exóticas trazidas dos quatro cantos do mundo pelas rotas marítimas.